CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Fédération Cynologique Internationale
GRUPO 9
Padrão FCI 227 - 16/02/2011
Padrão Oficial da Raça


LHASA APSO

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 9 - Cães de Companhia
Seção 5 - Raças Tibetanas
Padrão FCI no 227 - 16 de fevereiro de 2011.
País de origem: Tibet
País Patrono: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Lhasa Apso
Utilização: Companhia
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Roberto Cláudio Frota Bezerra
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Claudio Nazaretian Rossi
Revisão: José Luiz Cunha de Vasconcelos
Impresso em: 30 de junho de 2011.

LHASA APSO


BREVE RESUMO HISTÓRICO: o Lhasa Apso veio do Tibet, onde muitos vivem em altitudes elevadas e o clima pode ser rigoroso. Ele tinha que ser um pequeno cão resistente para suportar essas condições, e isso teve uma grande influência
sobre seu desenvolvimento. Seu pelo longo e áspero com seu denso subpelo agiam como isolantes durante o inverno, e a queda do pelo sobre os olhos os protegiam do vento, poeira e luminosidade. O Apso é uma das muitas raças do Oriente que vieram para o Ocidente. Os primeiros Apsos chegaram à Grã-
Bretanha no início de 1920 e logo estavam sendo exibidos em Londres. Quando eles foram vistos pela primeira vez na Grã-Bretanha foram confundidos com outros cães peludos Orientais e todos foram rotulados de "Lhasa Terriers". Mais
tarde se estabeleceu uma distinção, especialmente entre os Apsos e os Terriers Tibetanos, que se pensa terem sido os antecessores dos Apsos. Um clube da raça Lhasa Apso foi criado na Grã-Bretanha em 1933.


APARÊNCIA GERAL: bem balanceado, robusto com pelagem abundante, mas sem excessos.


PROPORÇÕES IMPORTANTES: o comprimento da ponta dos ombros até a ponta do ísquio deve ser maior que a altura na cernelha.


COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: alegre e seguro de si. Alerta, estável, mas indiferente com estranhos.


CABEÇA: pesada, guarnecida por pelos com boa queda sobre os olhos; mas que não interfiram na capacidade do cão enxergar. Bons bigodes e barba.


REGIÃO CRANIANA
Crânio: moderadamente estreito, caindo atrás dos olhos, não totalmente plano, mas também, não abobadado ou em forma de maçã.
Stop: médio.


REGIÃO FACIAL
Trufa: preta.
Focinho: com aproximadamente 4 cm, mas não quadrado; seu comprimento, a partir da ponta da trufa, corresponde, a grosso modo, a 1/3 do comprimento total da trufa
até a parte posterior do crânio. Focinho reto.
Maxilares / Dentes: os incisivos superiores se fecham ajustados atrás dos incisivos inferiores, isto é, mordedura em tesoura invertida. Incisivos em uma linha tão larga e
reta quanto possível. É desejável uma dentição completa.
Olhos: escuros. De tamanho médio, inserção frontal, ovais, nem grandes, nem cheios, nem pequenos, nem profundos. Nenhum branco visível abaixo e acima.
Orelhas: pendentes e com franjas abundantes.

PESCOÇO: forte e bem arqueado.

TRONCO: equilibrado e compacto.
Dorso: nivelado
Lombo: forte
Peito: costelas bem estendidas para trás.

CAUDA: inserida alta, portada bem acima do dorso, mas não como um gancho.
Frequentemente com um nó na ponta. Bem franjada.

MEMBROS
ANTERIORES
Ombros: bem colocados para trás.
Antebraços: retos, bem guarnecidos por pelos.
Patas: redondas, pés de gato, com almofadas firmes. Bem franjadas.

POSTERIORES
Aparência geral: bem desenvolvidos com bons músculos. Boa angulação. Bem
guarnecidos por pelos.
Jarretes: vistos por trás, paralelos e não muito próximos um do outro.
Patas: redondas, pés de gato, com almofadas firmes. Bem franjadas.

MOVIMENTAÇÃO: livre e desenvolta.

PELAGEM
Pelo: pelagem externa longa, reta, pesada, áspera. Nem lanosa, nem sedosa. Subpelo
moderado. A pelagem nunca deverá impedir a movimentação.

COR: dourado, areia, mel, cinza escuro, ardósia, de fumaça, particolor, preto, branco ou amarronzado. Todas são igualmente aceitáveis.


TAMANHO
Altura ideal na cernelha: 25 cm para os machos; fêmeas ligeiramente menores.


FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

FALTAS DESQUALIFICANTES
• agressividade ou timidez excessiva.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de
comportamento deve ser desqualificado.

NOTA:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.