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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 1 Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto Boiadeiros Suíços)
Seção 1 Cães Pastores
Padrão FCI n o 54 13 de setembro de 2000.
País de origem: Hungria
Nome no país de origem: Kuvasz
Utilização: É utilizado para guarda e defesa de casas, outras
propriedades e pessoas. Foi usado para a caça
e como
cão de rastro.
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum
KUVASZ
RESUMO HISTÓRICO: trata-se
de um pastor húngaro conhecido nesse território desde a antigüidade. Seus antepassados chegaram com a ocupação dos Magyares na bacia de Carpathian. Eles utilizavam esses cães para a guarda e defesa de seus rebanhos contra animais de rapina e ladrões. Devido ao seu instinto caçador, foi o cão de caça
preferido na época do Rei Matthias Corvinus. A partir do declínio dos pastoreios, tem sido muito menos usado para suas obrigações originais e foi localizado primeiramente nas aldeias e mais tarde nas cidades.
APARÊNCIA GERAL: os cães desta raça são fortes, grandes e têm uma pelagem densa, ondulada e branca. Sua aparência agradável irradia nobreza e força. As partes de seu corpo, individualmente, se harmozam como um todo, suas pernas não são nem curtas nem longas. A estrutura óssea é poderosa, porém não é grosseira. A musculatura é forte e delgada e as articulações mostram claros contornos. Visto de perfi l, o corpo forma um retângulo, quase um quadrado. Bem musculoso, apresenta
uma construção forte, temperamento agradável e grande agilidade. Sua aparência denota uma infatigável habilidade para o trabalho.
PROPORCÕES IMPORTANTES
· o comprimento do corpo é ligeiramente maior do que a altura na cernelha.
· o ponto mais profundo do peito é aproximadamente a metade da altura na cernelha.
· o focinho é ligeiramente mais curto do que a metade da cabeça.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: o Kuvasz é determinado e sem medo. Defende pessoas e propriedades confi adas aos seus cuidados, até mesmo com a própria vida. É autoconfiante e pode ficar agressivo se maltratado. É fi el, confiável e ama seu dono e tudo que o cerca. Precisa de bastante exercício e deve ser mantido ocupado.É dependente e pouco exigente. É fácil de ser cuidado e pode suportar as mais severas
condições climáticas. Esse cão aprecia qualquer amor e carinho dado a ele.
CABEÇA: tipicamente em forma de cunha, em harmonia com seu corpo, agradável, nobre e demonstra uma força considerável. O Kuvasz pode ser distinguido, principalmente de outras raças, pela forma de sua cabeça. A cabeça é caracteristicamente magra e seca. Nos machos, é mais volumosa que nas fêmeas.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: largo; testa ligeiramente proeminente com um distinto sulco.
Stop: pouco pronunciado.
REGIÃO FACIAL: larga, longa e com boa musculatura.
Trufa: preta.
Focinho: cana nasal reta. O focinho se afina gradualmente, mas nunca é pontudo.
Lábios: pretos e bem aderentes. A comissura labial tem bordas irregulares.
Maxilares / Dentes: bem desenvolvidos; dentes fortes, regulares e completa mordedura em tesoura, de acordo com a fórmula dentária.
Olhos: de inserção ligeiramente oblíqua, amendoados e de cor marrom escuro. As bordas das pálpebras são pretas e bem aderentes ao globo ocular.
Orelhas: inseridas numa altura média. Um terço das orelhas levanta da base do crânio em curva, caindo rente à cabeça. São em forma de V com as pontas arredondadas.
Quando em alerta, estão ligeiramente levantadas. Nunca eretas ou torcidas.
PESCOÇO: mais para curto do que longo, bem musculoso, em um ângulo de 25° a 30° com a horizontal. A nuca é curta. Pele da garganta firme, sem barbelas. Nos machos, o colar e a juba são muito expressivos.
TRONCO: visto de perfil, forma um retângulo diferenciandose,
ligeiramente, de um quadrado.
Cernelha: longa, marcadamente mais alta que a linha do dorso.
Dorso: de comprimento médio, reto, largo, bem musculoso e firme.
Lombo: curto, em fi rme continuação do dorso.
Garupa: ligeiramente inclinada, bem musculosa e larga; a pelagem muito densa dáà garupa uma aparência suavemente maior.
Antepeito: devido à musculatura ser fortemente desenvolvida, o antepeitoé arredondado, percebendo-se
muito pouco a ponta do esterno.
Peito: profundo, longo e ligeiramente arqueado.
Linha inferior e ventre: em continuação ao tórax, levantando em direção à traseira.
CAUDA: inserida baixa, seguindo a ligeira inclinação da garupa em linha reta.
Verticalmente caída, tem uma ligeira curvatura para cima, sem ser dobrada (em gancho). Quando o cão está em alerta ou excitado, é permitido, no máximo, que se eleve até o nível da linha superior.
MEMBROS
ANTERIORES: as pernas anteriores suportam o corpo verticalmente até as articulações do carpo. São paralelos e moderadamente separados. Vistos de frente, a posição das pernas dianteiras estará correta se uma linha vertical traçada desde a articulação dos ombros correr ao longo do eixo dos membros e atingir as patas entre
o 3° e 4° dedos. Vistos de perfi l, a posição estará correta se uma linha vertical traçada
desde os cotovelos até o solo passar pelo centro das pernas até a articulação dos carpos.
Ombros: escápulas longas, inclinadas e musculosas. Bem aderentes e firmes à caixa torácica, porém flexíveis.
Braços: de tamanho médio, bem musculosos. Os braços e os ombros formam umângulo de 100° a 110°.
Cotovelos: secos, bem aderentes ao tórax, não virando nem para fora nem para dentro.
O braço e o antebraço formam um ângulo de 120° a 130°.
Antebraços: relativamente longos, retos, compactos com músculos delgados. Fortes tendões que alcançam as articulações dos carpos.
Carpos: bem desenvolvidos, fi rmes, com tendões resistentes.
Metacarpos: relativamente curtos, magros, ligeiramente inclinados (ângulo com a vertical de 10° a 15°).
Patas anteriores: redondas ou ligeiramente ovais, são fi rmes. Dedos curtos e altamente arqueados de maneira que a parte do meio não toca o solo. Elásticos e bem fechados.
Almofadas elásticas e pretas. Unhas duras, fortes, pretas ou cinza ardósia.
POSTERIORES: a posição dos membros posteriores, vistos de perfi l, estará correta
se a angulação do joelho estiver posicionada verticalmente debaixo da crista ilíaca e a
pata debaixo do quadril. A linha vertical que desce da ponta do ísquio toca o osso do
calcanhar. Vistos por trás, a posição dos posteriores estará correta se a linha vertical, que cai desde a ponta do ísquio, correr ao longo dos eixos dos membros, esses sendo paralelos dos dois lados e encontrando-se
no solo moderadamente separados.
Coxas: longas, largas, com músculos maciços bem inseridos na pélvis. A pélvis e as coxas formam um ângulo de 100° a 110°.
Joelhos: volumosos. O ângulo entre a coxa e a perna é de 110° a 120°.
Pernas: sua musculatura, que é longa e maciça, insere-se
nos jarretes com fortes tendões. Vistas por trás, são verticais e paralelas de ambos os lados e ao eixo do corpo.
Jarretes: largos, volumosos, secos e tendinosos. O ângulo do jarrete é de 130° a 140°.
Metatarsos: longos e perpendiculares ao solo.
Patas posteriores: ovais ou como os anteriores.
MOVIMENTAÇÃO: passos lentos e amplos. Quando em trote, a movimentaçãoé leve, elástica, cobrindo bem o solo, dinâmica, constante e incansável. Os cotovelos não viram nem para dentro nem para fora.
PELE: bem pigmentada; de cor cinza ardósia e firme.
PELAGEM
Pêlo: moderadamente duro, ondulado, ligeiramente rígido, sem tendência a emaranhar. Debaixo da pelagem de cobertura, que é mais grossa, há um subpêlo mais felpudo. A cabeça, as orelhas e as patas são cobertas por pêlos curtos (1 a 2 cm de comprimento), densos e lisos. A frente e as laterais dos membros dianteiros, como também nos membros posteriores, na região do joelho para baixo, são cobertas por
pêlos igualmente curtos (1 a 2 cm de comprimento) e retos. Encontramos franjas de
5 a 8 cm de comprimento na parte posterior das pernas, que alcançam os jarretes. Ao
redor do pescoço, existe uma coleira natural que se estende até o peito, em forma de juba. Essa é uma particularidade mais notada nos machos. No corpo, nas coxas e nos braços, a pelagem é de comprimento médio (4 a 12 cm), ricamente ondulada, formando cristas, sulcos e mechas. A cauda é coberta, em toda sua extensão, por uma pelagem densa e ondulada, podendo alcançar um comprimento de 10 a 15 cm.
COR: branca. O marfim é permitido. A trufa, a borda dos olhos e os lábios são pretos.
As almofadas são pretas ou cinza ardósia. Uma cor escura é desejada para o palato, porém manchas rosadas são permitidas.
TAMANHO / PESO
Altura na cernelha:
Machos: 71 a 76 cm.
Fêmeas: 66 a 70 cm.
Peso:
Machos: 48 a 62 kg.
Fêmeas: 37 a 50 kg.
FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
· stop pronunciado;
· falta de pigmentação na trufa, lábios e borda dos olhos;
· falta de 1 ou mais dentes (incisivos, caninos, prémolares 2-4,
molares 1-2).
Falta de mais de 2 PM1. Os M3 são desconsiderados;
· prognatismo superior ou inferior; torção de mandíbula. Falta de contato de mais de 2 mm entre os incisivos superiores e inferiores;
· ectrópio, entrópio;
· orelhas eretas;
· cauda acima da linha do dorso mesmo em repouso ou enrolada para trás;
· pelagem tendendo a ser felpuda, crespa, ou não ondulada, ou de arame;
· pernas cobertas por longos pêlos;
· qualquer cor diferente da permitida.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.
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