CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 3 - Terriers
Seção 3 - Terriers do Tipo Bull
Padrão FCI no - 11 - 12 de janeiro de 2009.
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Bull Terrier
Utilização: Caça
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Álvaro D'Alincourt
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum
Revisão: Claudio Nazaretian Rossi
Impresso em: 25 de setembro de 2009.
APARÊNCIA GERAL: de construção forte, musculoso, bem balanceado e ativo com uma expressão viva, determinada e inteligente. Corajoso, espirituoso e com atitude amável e divertida. Uma característica única é sua cana nasal descendente e a cabeça em forma de ovo. Independente do tamanho, os machos devem parecer masculinos e as fêmeas femininas.


COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: o Bull Terrier é o gladiador das raças caninas, fogoso e corajoso. De temperamento equilibrado e fácil de ser disciplinado. Embora obstinado, é particularmente bom com as pessoas.

CABEÇA: longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Vista de frente, tem a forma de ovo e é completamente cheia; sua superfície é livre de cavidades ou recortes. O perfil se curva suavemente para baixo, do topo do crânio até a ponta da trufa.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: o topo do crânio é quase plano de orelha a orelha.

REGIÃO FACIAL
Trufa: deve ser preta, bem inclinada para baixo na ponta. Narinas bem desenvolvidas.
Lábios: bem ajustados e limpos.
Maxilares / Dentes: mandíbula profunda e forte. Dentes saudáveis, bem ajustados, fortes, de bom tamanho, com uma perfeita, regular e completa mordedura em tesoura.
Olhos: de aparência estreita, obliquamente colocados e triangulares; bem profundos; pretos ou marrons nos tons mais escuros possíveis, de maneira a parecer quase preto; com uma expressão penetrante. A distância, dos olhos até a ponta da trufa, deve ser, perceptivelmente maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.
Orelhas: pequenas, finas e colocadas próximas. O cão deve ser capaz de mantê-las rigidamente eretas quando direcionadas para cima.

PESCOÇO: muito musculoso, longo, arqueado, afinando dos ombros à cabeça e livre de pele solta.

TRONCO: bem arredondado, com nítido arqueamento das costelas e grande profundidade da cernelha ao esterno, de maneira que este fique mais próximo do solo.
Dorso: curto, forte, com a linha superior atrás do nível da cernelha, arqueando ligeiramente sobre o lombo.
Lombo: largo e bem musculoso.
Peito: largo, quando visto de frente.
Linha inferior: da ponta do esterno ao ventre, forma uma graciosa curva para cima.

CAUDA: curta, inserida baixa e portada horizontalmente. Grossa na raiz afinando para a ponta.

MEMBROS
Anteriores: devem ter uma forte ossatura redonda, com ossos de qualidade, de maneira que o cão possa ficar solidamente posicionado sobre eles e devem ser perfeitamente paralelos. Em cães adultos, o comprimento dos anteriores deve ser
aproximadamente igual à profundidade do peito.
Ombros: fortes e musculosos, sem serem carregados. Escápulas largas, planas e colocadas bem próximas da caixa torácica. Devem apresentar, debaixo para cima, uma nítida inclinação em seus bordos anteriores, formando um ângulo quase reto
com o braço.
Cotovelos: retos e fortes.
Metacarpos: retos.
Posteriores: paralelos, quando vistos por trás.
Coxas: musculosas.
Pernas: bem desenvolvidas.
Joelhos: articulação bem angulada.
Jarretes: bem angulados.
Metatarsos: curtos e fortes.

PATAS: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

MOVIMENTAÇÃO: quando em movimento, mostra-se bem consolidado, cobrindo o solo suavemente com passos livres, fluentes e com um típico ar garboso. No trote, movimento paralelo, na frente e atrás, só convergindo para a linha central quando a velocidade aumenta. Os anteriores apresentam um bom alcance e os posteriores movem-se suavemente nas ancas, alcançando grande propulsão com a flexão dos joelhos e jarretes.

PELE: bem aderente.

PELAGEM
Pelo: curto, plano, denso, áspero ao toque e brilhante. O subpelo macio pode estar presente no inverno.

COR: nos brancos, pura pelagem branca. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor predomina sobre o branco. Na igualdade em todas as demais características, o tigrado é preferido. Tigrado escuro, vermelho, fulvo e tricolor são aceitáveis. Pequenas marcas na pelagem branca são indesejáveis. Manchas azuis e fígados são altamente indesejáveis.

TAMANHO: não há limites para a altura e o peso, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, em coerência com as suas qualidades e sexo.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

BULL TERRIER MINIATURA
O padrão do Bull Terrier Miniatura é o mesmo do Bull Terrier, com a seguinte exceção:
TAMANHO: a altura não deve exceder 35,5 cm. Deve dar uma impressão de substância para o tamanho do cão. Não há nenhum limite de peso. O cão deve ser, a todo momento, bem balanceado.

NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.