
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 2 Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses
Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 Molossóides
2.1 Tipo Mastife
Padrão FCI n o 144 09 de julho de 2008.
País de origem: Alemanha
Nome no país de origem: Deutscher Boxer
Utilização: Companhia, guarda e trabalho
Sujeito à prova de trabalho para campeonato internacional.
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum
Revisão: Claudio Nazaretian Rossi
Impresso em: 02 de outubro de 2008.
RESUMO HISTÓRICO: o pequeno, assim chamado Brabant Bullenbeisser,é
considerado como o ancestral imediato do Bóxer. No passado, a criação
dos Bullenbeissers ficou na sua maior parte nas mãos dos caçadores
com quem trabalhavam durante a caça. Sua tarefa era segurar fi
rmemente a presa perseguida pelos cães de caça, até
a chegada dos caçadores que a matavam. Para esse trabalho, o cão
tinha que ter a boca quanto maior possível, com uma dentadura ampla
para prender e reter firmemente a caça. Qualquer Bullenbeisser
com tais características era o mais indicado para esse trabalho,
sendo assim utilizado na criação. Nessa época, apenas
habilidade para o trabalho era critério de seleção
para uso na criação. Esse critério de seleção
levou à produção de um cão de focinho largo
e nariz arrebitado.
APARÊNCIA GERAL: o Bóxer é um cão de tamanho
médio, pêlo liso, compacto, robusto, de construção
quadrada e ossos fortes. A musculatura é seca, fortemente desenvolvida
e nitidamente defi nida. Sua movimentação é enérgica,
poderosa e nobre. O Bóxer não deve ser nem grosseiro, nem pesado, nem muito
leve, nem sem substância.
PROPORÇÕES IMPORTANTES:
a) comprimento do tronco / altura na cernelha: a construção
é quadrada, isto é, a horizontal da cernelha e as duas verticais,
uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio,
formam um quadrado.
b) profundidade do peito / altura na cernelha: o peito alcança
os cotovelos. A profundidade do peito é a metade da altura na cernelha.
c) comprimento da cana nasal / comprimento da cabeça: o comprimento
da cana nasal em relação ao crânio é de 1:2
(medido respectivamente da ponta da trufa até o canto do olho ou,
respectivamente, do canto do olho ao occipital).
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: o Bóxer deve ter nervos firmes, ser
seguro, tranqüilo e equilibrado. Seu temperamento é da maior
importância e requer maior atenção. Sua ligação
e fi delidade para com seu dono e sua família, sua vigilância
e sua intrépida coragem são conhecidas há muito tempo.
Ele é dócil no meio familiar, mas desconfi ado com estranhos.
Alegre e afetuoso na brincadeira, contudo destemido quando a situação
é seria. Fácil de ser treinado graças a sua docilidade,
segurança, coragem, mordacidade natural e aptidões olfativas.
Pouco exigente e limpo, é tão agradável e apreciado
em seu círculo familiar tanto como cão de guarda quanto
de companhia. Seu caráter é franco, sem falsidade ou hipocrisia,
isso até em idade avançada.
CABEÇA: é a parte do Bóxer que lhe confere o aspecto
característico. Deve ser bem proporcionada ao corpo, sem parecer
leve ou pesada. O focinho deve ser o mais largo e poderoso possível.
A beleza da cabeça depende da relação proporcional
entre as medidas do focinho e do crânio. Qualquer que seja o ângulo
que se olhe a cabeça, de frente, de cima ou de perfil, o focinho
deve sempre ser proporcional ao crânio, quer dizer, jamais parecer
muito pequeno. A cabeça deve ser seca, sem rugas. Entretanto, rugas
naturais são formadas na região craniana quando o cão
está muito atento. Com origem na face dorsal da raiz do focinho,
rugas naturais descem simetricamente pelas faces laterais. A máscara
escura se limita ao focinho e deve ser nitidamente separada da cor da cabeça, a fim de a expressão não parecer
sombria.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: a região craniana deve ser tão estreita e
angulada quanto possível.É ligeiramente arqueado, sem ser
muito redondo e curto, nem plano; nem muito largo.
O occipital não é muito pronunciado. O sulco frontal é
ligeiramente marcado, não deve ser muito profundo, especialmente
entre os olhos.
Stop: a testa forma um nítido stop com a cana nasal. A cana nasal
não deve ser encurtada na testa como no Bulldog, nem caída
para frente.
REGIÃO FACIAL
Trufa: larga e preta, levemente arrebitada, com narinas largas. A ponta
da trufa fica ligeiramente mais alta em relação a sua raiz.
Focinho: é poderosamente desenvolvido nas 3 dimensões de
volume, nem pontudo nem estreito, nem curto ou plano. Sua forma é
determinada por:
a) a forma da mandíbula;
b) a posição dos caninos;
c) a forma dos lábios.
Os caninos devem ser implantados os mais separados possíveisl e
de bom tamanho.
O plano anterior do focinho é, portanto, largo, quase quadrado,
formando um ângulo obtuso com a linha superior do focinho. O contorno
do lábio superior pousa no contorno do lábio inferior. O
lábio inferior, no terço anterior da mandíbula curvada
para cima, não pode ultrapassar muito a frente, nem tampouco ocultar-se
sob o lábio superior. O queixo projetaseà frente do lábio
superior de maneira bem nítida, tanto de frente, quanto de perfi
l, sem por isso assemelhar-se ao do Bulldog. Os caninos, os incisivos
e a língua não devem ser visíveis enquanto a boca
estiver fechada. A fenda do lábio superior é bem visível.
Lábios: completam a forma do focinho. O lábio superior é
espesso, cheio e enche o espaço deixado pelo maxilar inferior mais
longo além de ficar apoiado nos caninos inferiores.
Maxilares / Dentes: o maxilar inferior ultrapassa o maxilar superior curvando-se
ligeiramente para cima. O Bóxer é prognata. O maxilar superior
é largo na sua junção com o crânio e diminui
muito pouco para frente. Os dentes são fortes e saudáveis.
Os incisivos são preferivelmente alinhados. Os caninos são
bem separados e de bom tamanho.
Bochechas: são desenvolvidas em relação aos fortes
maxilares, sem que com isso sejam demasiadamente pronunciadas. Fundem-se
ao focinho em uma leve curva.
Olhos: os olhos escuros não são nem muito pequenos, nem
proeminentes, nem profundos. A expressão denota inteligência
e energia, não deve ser nem ameaçadora, nem penetrante.
As pálpebras devem ser de cor escura.
Orelhas: as orelhas naturais (não cortadas) são de tamanho
apropriado. Inseridas de lado na parte mais alta do crânio. Em repouso,
são portadas pendentes rentes às faces e voltam-se para
frente, fazendo uma dobra bem marcada, especialmente quando o cão
está em atenção.
PESCOÇO: a linha superior se estende em uma elegante curva desde
uma nuca bem marcada até a cernelha. Deve ser de bom comprimento,
redondo, forte e musculoso.
TRONCO: quadrado, membros retos.
Cernelha: deve ser marcada.
Dorso: incluindo o lombo, deve ser curto, firme, reto, largo e musculoso.
Garupa: ligeiramente inclinada, larga e ligeiramente arqueada. A bacia
(ou osso pélvico) deve ser longa e larga, especialmente nas fêmeas.
Peito: profundo, alcançando os cotovelos. A profundidade do peito
é a metade da altura na cernelha. Antepeito bem desenvolvido. Costelas bem arqueadas
mas não em forma de barril, bem estendidas para a traseira .
Linha inferior: descreve uma curva elegante para a traseira. Flancos curtos
e firmes, ligeiramente levantados.
CAUDA: de inserção mais para alta que para baixa. A cauda
é de comprimento normal e permanece natural.
MEMBROS
Anteriores: vistos de frente, devem ser retos e paralelos com uma forte
ossatura.
Ombros: longos e inclinados, firmemente ligados ao tórax. Não
devem ser tão carregados.
Braços: longos e fazendo um ângulo reto com a escápula.
Cotovelos: não demasiadamente juntos ao tórax, nem soltos.
Antebraços: verticais, longos, secos e musculosos.
Carpos: fortes, bem definidos, mas não exagerados.
Metacarpos: curtos, quase perpendiculares ao solo.
Patas: pequenas, redondas, compactas, com almofadas plantares bem acolchoadas
e duras.
Posteriores: muito musculosos; com músculos rígidos
e visíveis sob a pele. Vistos por trás: retos.
Coxas: longas e largas. Articulação coxofemoral e dos joelhos
a menos obtusa possível.
Joelhos: quando em stay, devem ter um alcance suficiente à frente
para que possibilitem traçar uma linha vertical, da ponta do ílio
até o solo.
Pernas: muito musculosas.
Jarretes: fortes e bem definidos, mas não exagerados. Ângulo
de aproximadamente 140°.
Metatarsos: curtos com ligeira inclinação, 95° a 100°
ao solo.
Patas: levemente mais longas que as anteriores, compactas; com almofadas
plantares bem acolchoadas e duras.
MOVIMENTAÇÃO: viva e com muita força e nobreza.
PELE: seca, elástica, sem rugas.
PELAGEM
Pêlo: curto, duro, brilhante e bem assentado.
COR: fulvo (dourado) ou tigrado. Fulvo se apresenta em diversas tonalidades,
indo do amarelo claro ao vermelho escuro; as tonalidades médias
(vermelho amarelado) são as mais bonitas. A máscara é
preta. A variedade tigrada tem no sentido das costas listras escuras ou
pretas. O contraste entre as listras e a cor base deve ser nítido.
As marcas brancas não devem ser descartadas; elas podem ser
bastante agradáveis.
TAMANHO / PESO
Altura na cernelha: Machos: 57 a 63 cm.
Fêmeas: 53 a 59 cm.
Peso:
Machos: acima de 30 kg (com +/60 cm na cernelha).
Fêmeas: +/25 kg ( com +/56 cm na cernelha).
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado
como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
comportamento / temperamento: falta de temperamento;
cabeça: falta de nobreza e expressão típica;
fisionomia sombria; cabeça de Pinscher ou de Bulldog. Exemplar
que baba; dentes e língua à mostra; focinho muito
pontudo ou muito leve. Cana nasal descendente; trufa marrom ou clara
em certos pontos; olhos de rapina; terceira pálpebra
despigmentada.
Em orelhas inteiras: flutuantes, semi-eretas ou eretas, orelhas em rosa.
Torção ou desvio da mandíbula; implantação
dentária defeituosa; dentes fracos ou defeituosos por doença;
pescoço: curto, grosso, com barbela;
corpo: antepeito muito largo; peito profundo demais. Garupa caída;
dorso carpeado ou selado, magro, longo, estreito, nitidamente selado,
não muito fi rme na conexão com a garupa; lombo carpeado;
bacia estreita; ventre caído; flancos côncavos;
cauda: inserção baixa, cauda quebrada;
anteriores: frente francesa; ombros soltos; cotovelos soltos;
metacarpos fracos;
pés de lebre, achatados ou abertos;
posteriores: musculatura fraca; angulação de posterior
pouco ou demais angulada;
pernas estreitas em forma de sabre; jarrete de vaca ou em barril,
jarretes fechados, ergôs; pés de lebre, achatados ou
abertos;
movimentação: bamboleante; pouca cobertura de solo;
passo de camelo; rígida.
cor : máscara excedendo além do focinho. Listras tigradas
muito juntas ou pouco
marcadas; cor básica suja. Interferência de cores;
marcas brancas indesejáveis, tais como a cabeça inteiramente
branca ou em um lado da cabeça. Outras cores ou marcas brancas
excedendo em um terço a cor de base.
FALTAS ELIMINATÓRIAS:
agressividade ou timidez excessiva;
cauda naturalmente nascida curta.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência
normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar quaqualquer sinal de anomalia
física ou de comportamento deve ser desqualificado.
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