
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Fédération Cynologique Internationale
GRUPO 6
Padrão FCI 36 -
05/05/2003
Padrão Oficial da Raça
BASSET FULVO DA BRETANHA
BASSET FAUVE DE BRETAGNE
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classifi cação F.C.I.:
Grupo 6 Sabujos
Farejadores e Raças Assemelhadas
Seção 1 Sabujos
Farejadores
1.3 Sabujos
de Pequeno Porte
Padrão FCI n o 36 05 de maio de 2003.
País de origem: França
Nome no país de origem: Basset Fauve de Bretagne
Utilização: Cão de faro usado para a caça de coelhos,
lebres, raposas, roedores e porcos do mato.
Sujeito à prova de trabalho para campeonato internacional.
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Álvaro D'Alincourt
Revisão: Mirian Wendhausen
Impresso em: 28 de junho de 2007.
BASSET FULVO DA BRETANHA
RESUMO HISTÓRICO: este pequeno basset tem as mesmas qualidades da raça que o originou: o Griffon Fulvo da Bretanha. Muito popular no século XIX na sua
região de origem; ganhou uma reputação nacional no curso dos últimos 30 anos. Sua
atitude excepcional para a caça o permitiu ser vencedor de vários troféus nas Copas Francesas de caça ao coelho e isto o tornou muito popular.
APARÊNCIA GERAL: o Basset Fulvo da Bretanha é um cão pequeno, troncudo, vivaz, e rápido para seu tamanho. Ele é dotado de uma notável energia associada a
uma excelente rusticidade.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: os Bassets Fulvos da Bretanha são cães de caça apaixonados mas também são excelentes companheiros para o homem,
sociáveis, afetuosos e equilibrados. Eles se adaptam facilmente aos vários terrenos
de trabalho, mesmo os mais difíceis, e a todos os tipos de caça. Durante a caça, eles se revelam corajosos, ardilosos e obstinados, o que os tornam muito efi cazes.
CABEÇA
REGIÃO CRANIANA
Crânio: bastante alongado com a protuberância occipital marcada. Visto de frente, o crânio tem a forma de um arco achatado e diminui sua largura na direção do occipital
para as arcadas superciliares, que não são muito proeminentes.
Stop: um pouco mais marcado que no Griffon Fulvo da Bretanha.
REGIÃO FACIAL
Trufa: negra ou marrom escura. Narinas bem abertas.
Focinho: de preferência mais afi lado que quadrado.
Lábios: cobrindo bem o maxilar inferior, mas sem excessos. Os bigodes são pouco abundantes.
Maxilares / Dentes: os maxilares e os dentes são fortes, com uma mordedura em
tesoura, perfeita e regular. Os incisivos superiores cobrem os inferiores em contato estreito. A inserção dos incisivos é perpendicular em relação aos maxilares. Ausência dos PM1 (primeiros prémolares) não deve ser penalizada.
Olhos: nem proeminentes nem de inserção profunda. De cor marrom escura. A conjuntiva não deve ser aparente. A expressão é vivaz.
Orelhas: finamente inseridas em linha com os olhos, apenas alcançando a ponta da
trufa, quando puxada para a frente. Terminadas em ponta, viradas para dentro e coberta
com pêlos mais curtos e fi nos que no resto do corpo.
PESCOÇO: bastante curto e musculoso.
TRONCO
Dorso: curto para um Basset e largo. Nunca selado.
Lombo: largo e musculoso.
Peito: alto e largo.
Costelas: bastante redondas.
Abdômen: a linha inferior tem ligeira elevação em direção ao posterior.
CAUDA: portada ligeiramente em foice, de comprimento médio, grossa em sua base, frequentemente coberta com pêlos espetados e afi lada em direção à ponta. Em ação, a cauda é portada acima da linha do dorso e descreve movimentos laterais regulares.
MEMBROS
MEMBROS ANTERIORES
Visto em conjunto: boa ossatura.
Ombros: oblíquos e bem inseridos no tórax.
Cotovelos: inseridos nos eixos do corpo.
Antebraços: verticais ou ligeiramente curvados para dentro (o que não é buscado na criação).
Metacarpos: vistos de perfil, ligeiramente oblíquos. Vistos de frente, inseridos nos eixos do corpo ou ligeiramente desviados para dentro (o que não é buscado na criação).
MEMBROS POSTERIORES
Visto em conjunto: bem musculosos. Os membros são regulares. Visto por trás, os posteriores são paralelos, nem abertos nem fechados.
Coxas: longas e musculosas.
Jarretes: descidos e moderadamente angulados.
Metatarsos: verticais.
PATAS: compactas, com os dedos juntos, arqueados e com unhas fortes. As almofadas plantares são duras.
MOVIMENTAÇÃO: flexível e regular, jamais saltitante.
PELE: bastante grossa e flexível. Ausência de barbelas.
PELAGEM
Pêlo: muito duro, seco, bastante curto, nunca lanoso ou encaracolado. A face não
deve ser muito emaranhada.
COR: fulvo, desde o trigo dourado até o vermelho tijolo. Alguns pêlos escuros dispersos ao nível do dorso e nas orelhas são tolerados. As vezes apresenta uma
pequena estrela branca no peito, mas não é objetivo de busca na criação.
ALTURA
Machos e Fêmeas: de 32 cm à 38 cm.
Com tolerância de 2 cm para exemplares excepcionais.
FALTAS: Qualquer desvio nos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTAS GRAVES
Comportamento
· timidez
Cabeça
· crânio largo, achatado;
· arcadas superciliares proeminentes demais;
· focinho curto ou pontudo. Lábios pendentes ou pesados;
· olhos claros;
· orelhas planas e largas.
Tronco
· corpo de aparência frágil;
· linha superior insufi cientemente estendido;
· ventre esgalgado.
Cauda
· desviada.
Membros
· ossatura insuficiente;
· patas espalmadas.
Pelagem
· insuficiente, rasa, fina, macia.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
· cão agressivo ou medroso.
· falta de características típicas (todo exemplar cujas características o diferenciam de outros exemplares da raça).
· prognatismo inferior ou superior.
· olhos muito claros.
· despigmentação parcial ou total da trufa ou nas bordas dos olhos ou lábios.
· cauda quebrada.
· membros anteriores tortos.
· presença de ergôs nos posteriores (os ergôs não aparecem jamais nesta raça).
· pelagem longa ou lanosa.
· qualquer outra pelagem que não tenha sido citada no padrão.
· qualquer outro tamanho que não tenha sido estabelecido no padrão.
· notável incapacidade. Malformações anatômicas.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado. |