
CONFEDERAÇÃO
BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 5 Spitz e Tipos Primitivos
Seção 1 Cães Nórdicos de Trenó
Padrão FCI nº 243 09 de junho de 1999.
País de origem: Estados Unidos da América
Nome no país de origem: Alaskan Malamute
Utilização: Cão de Trenó
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum
Impresso em: 01 de julho de 2003.
APARÊNCIA GERAL: o Malamute do Alaska é uma das raças
mais antigas de cães de trenó. É um cão poderoso,
de construção sólida, com peito profundo, um corpo
forte e bem musculoso. O Malamute faz seu stay correto, e com essa postura
sugere muita atividade e porte orgulhoso; com a cabeça bem
erguida e olhos atentos demonstra interesse e curiosidade. A cabeça
é larga. As orelhas são triangulares e eretas quando em
atenção. O focinho é massudo, diminuindo ligeiramente
em largura da raiz até a trufa. Não é pontudo ou
longo e nem curto e grosso. A pelagemé espessa, os pêlos
externos são ásperos e de comprimento sufi ciente para proteger
o subpêlo que é lanoso. Os Malamutes são de várias
cores. A marcação da cabeçaé uma característica
distinta. Consiste em uma espécie de touca sobre a cabeça.
As
faces podem ser todas brancas ou marcadas por uma faixa e/ou uma máscara.
A caudaé bem franjada, portada sobre o dorso e tem a aparência
de uma pluma ondulante. O Malamute deve ser um cão de ossatura
pesada, com membros perfeitos, boas patas, peito profundo e ombros poderosos,
além de apresentar todos os outros atributos físicos necessários
para uma efi ciente performance no cumprimento de sua tarefa. A movimentação
deve ser fi rme, balanceada, incansável e totalmente efi ciente.
Ele não foi criado para competir em corridas de trenó, em
provas de velocidade. O Malamute é estruturado para a força
e resistência e nenhuma característica individual, incluindo
temperamento, deve interferir na realização desse propósito,
caso isso ocorra, deve ser considerado como o mais grave dos defeitos.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: a profundidade do peito é
aproximadamente a metade da altura do cão na cernelha. O ponto
mais profundo do peito fi ca exatamente na altura do cotovelo. O comprimento
do corpo, da ponta do ombro ao ísquio, é maior do que a
altura do corpo, da cernelha ao solo.
TEMPERAMENTO: afetuoso, amigável, não é um cão
de "um só dono". É um companheiro leal, dedicado,
brincalhão, mas geralmente impressiona pela sua dignidade após
a maturidade.
Cabeça: larga e profunda, não é grosseira, nem desajeitada,
mas em proporção ao tamanho do cão. Sua expressão
é meiga e indica uma disposição afetuosa.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: largo e moderadamente arredondado entre as orelhas, estreitando-se
gradualmente em direção aos olhos, arredondando-se para
as faces. Há um pequeno
sulco entre os olhos. As linhas superiores, a do crânio e a do focinho
mostram uma ligeira interrupção descendente no seu ponto
de junção.
Stop: leve.
REGIÃO FACIAL
Trufa: de todas as cores da pelagem, exceto o vermelho; a trufa,
os lábios e a pigmentação da borda dos olhos são
pretos. Marrom é permitido nos cães vermelhos.
Listras claras (trufa de neve) são aceitáveis.
Focinho: grande e com boa massa, em proporção ao crânio,
diminuindo ligeiramente na largura e na profundidade, desde a junção
com o crânio até a trufa.
Lábios: ajustados.
Maxilares / Dentes: maxilares largos com dentes grandes. Os incisivos
articulam-se em tesoura. Prognatismo superior ou inferior constitui uma
falta.
Bochechas: moderadamente planas.
Olhos: obliquamente inseridos no crânio. São castanhos, de
forma amendoada e de tamanho médio. Olhos azuis é falta
desqualificante.
Orelhas: de tamanho médio, pequenas em proporção
à cabeça. O formato das orelhasé triangular, com
as pontas sutilmente arredondadas. Inseridas bem separadas nos bordos
posteriores externos do crânio, com a metade inferior inserindo-se
no mesmo.
São alinhadas com o canto superior dos olhos, dando a impressão
de que suas pontas, quando eretas, emergem do crânio e voltam-se
ligeiramente para a frente. Mas, quando o cão está trabalhando,
às vezes, as orelhas fi cam dobradas contra o crânio. Orelhas
de inserção alta é uma falta.
PESCOÇO: forte e moderadamente arqueado.
TRONCO: de construção compacta, mas nada curto. O corpo
não possui nenhum excesso de peso e a estrutura óssea deve
ser proporcional ao tamanho.
Dorso: reto e ligeiramente inclinado para o quadril.
Lombo: forte e bem musculoso. O lombo longo que poderia enfraquecer o
dorsoé uma falta.
Peito: bem desenvolvido.
CAUDA: moderadamente inserida; seguindo inicialmente a linha da coluna
vertebral.
Portada sobre o dorso quando não está em movimento. Não
é uma cauda quebrada, nem enrolada sobre o dorso, também
não é guarnecida de pêlos curtos como a da raposa.
A cauda do Malamute é bem guarnecida de pêlos e tem a aparência
de pluma ondulante.
MEMBROS
ANTERIORES: de ossatura pesada e musculosa, indo diretamente para os metacarpos
quando vistos de frente.
Ombros: moderadamente oblíquos.
Metacarpos: curtos e fortes, ligeiramente inclinados quando vistos de
perfil.
POSTERIORES: as pernas posteriores são largas. Vistas por trás,
as pernas, estando o cão parado ou em movimento, devem estar em
uma linha com as anteriores, nem muito próximas, nem muito afastadas.
Ergôs nas pernas posteriores são indesejáveis e devem
ser removidos logo depois que os filhotes nascerem.
Coxas: pesadamente musculosas.
Joelhos: moderadamente angulados.
Jarretes: moderadamente angulados e bem descidos.
Patas: são do tipo "botas de neve", cerradas, com almofadas
bem espessas que dão uma aparência fi rme e compacta. São
largas, dedos bem juntos e arqueados. Entre os dedos cresce um pêlo
protetor. As almofadas são grossas e duras; as unhas são
curtas e fortes.
MOVIMENTAÇÃO: a movimentação do Malamute é
fi rme, balanceada e poderosa.
Ele é ágil para seu tamanho e construção.
Vistos de perfi l, os posteriores têm uma forte propulsão
que é transmitida através de um lombo bem musculoso para
os anteriores. Esses recebem o impulso dos posteriores com um passo regular.
Quando vistas de frente ou por trás, as pernas se movimentam em
linha, nem muito próximas, nem muito afastadas. Em trote rápido,
as patas devem convergir para a linha central do corpo.
Uma movimentação saltitante ou qualquer movimentação
que não seja completamente eficiente e incansável deve ser
penalizada.
PELAGEM
Pêlo: o Malamute tem uma pelagem de proteção espessa
e rústica, nunca longa nem macia. O subpêlo é denso,
comprimento de 2,5 a 5 cm, oleoso e lanoso. A rude pelagem de proteção
varia em comprimento assim como subpêlo. A pelagem é relativamente
curta para média, nas laterais do corpo, com o comprimento da pelagem
aumentando ao redor dos ombros e do pescoço, debaixo do dorso e
sobre a garupa, nos culotes e na cauda. Os Malamutes normalmente têm
uma pelagem mais curta e menos densa durante os meses do verão.
O Malamute é mostrado naturalmente. Trimming não é
aceito a não ser para dar uma aparência limpa às patas.
COR: as cores normalmente variam de cinza claro passando pelas tonalidades
intermediárias do preto, areia e tonalidades de areia ao vermelho.
Combinações de cores são aceitáveis no subpêlo
e pontas. A única cor sólida permitida é todo branco.
Branco é sempre a cor predominante na parte inferior do corpo,
parte das pernas, patas
e parte das marcações da face. Uma mancha branca na testa
e/ou um colar, ou uma mancha na nuca é atrativo e aceitável.
O Malamute é mantado. Cores irregulares ou salpicos que se estendam
sobre o corpo são indesejáveis.
TAMANHO: existe uma gama natural de tamanhos na raça. As medidas
ideais para cães de tração são:
Machos: 63,5 cm, na cernelha – 38,5 quilos.
Fêmeas: 58,5 cm, na cernelha – 34 quilos.
Entretanto, as considerações sobre o tamanho não
devem ser mais importantes que às sobre o tipo, proporção
e atributos funcionais, como ombros, peito, patas e movimentação.
Se durante o julgamento alguns cães estão equivalentes no
tipo,
proporções e atributos funcionais, será selecionado
aquele que mais se aproximar do tamanho ideal para cães de tração.
RESUMO IMPORTANTE
Ao se julgar o Malamute do Alaska, deve-se dar maior importância
às suas funções como cão de trenó para
cargas pesadas no Ártico. O grau, pelo qual o cão é
penalizado, deveria depender de até que ponto o exemplar diverge
da descrição do Malamute ideal e até que ponto um
defeito em particular afetaria, de fato, a capacidade de trabalho do cão.
Os membros do Malamute devem mostrar uma força incomum e um tremendo
poder de propulsão. Qualquer indicação de imperfeição
das pernas e patas, frente ou parte traseira, o cão parado ou em
movimento, deve ser considerada uma falta muito séria. Nessas condições
prévias, seriam: patas chatas, jarretes de vaca, metacarpos defeituosos,
ombros retos, falta de angulação, movimento rígido
(e qualquer movimento que não esteja forte, balanceado e uniforme),
falta de substância, falta de profundidade do peito, construção
grosseira ou ossatura e proporções em geral muito leves.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado
como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTA ELIMINATÓRIA: olhos azuis.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência
normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física
ou de comportamento deve ser desqualificado. |