Como Participar

 

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As exposições caninas são eventos nacionais ou internacionais, durante as quais cães de diferentes raças são julgados por juizes e especialistas, de acordo com sua morfologia.

Um dos principais objetivos dos clubes cinófilos é promover a boa criação e valorizar os cães que, esteticamente, estejam de acordo com o padrão estabelecido para cada raça.

O Kennel Clube do Rio Grande do Sul realiza 3 eventos por ano no ESTÁDIO CINÓFILO DO KENNEL CLUBE DO RIO GRANDE DO SUL localizado na Av. Costa Gama, 4198. Bairro Belém Velho em Porto Alegre/RS.

Para participar destas exposições não é preciso ter um canil nem ser filiado ao clube que está organizando. Seu cão em primeiro lugar tem que ter pedigree emitido pela CBKC-FCI ou outro país membro da FCI (Federation Cinologyque International) e idade acima de 6 meses de idade. Com isto você pode dirigir-se aos KCRGS ou telefonar e se informar da data da exposição. Estamos sempre com o site atualizado e inserindo os eventos próximos na página principal.

Não é preciso ensinar muitas coisas ao cão, ele tem que andar ao lado esquerdo do apresentador (handler) ou pelo próprio proprietário. Também existem handlers capacitados para apresentar e treinar seu cão, informe-se na secretaria do KCRGS, mas você também pode apresentá-lo. Na nossa sede social, já estamos com aulas de adestramento gratuitas para os sócios do KCRGS, é todas as quartas-feiras das 19:30hs as 21 horas. Para quem não é sócio, basta se associar e se inscrever no curso.

Também no site www.youtube.com se você digitar na pesquisa exposições de cães, dogshow verá diversos vídeos de como apresentar o seu cão.

Uma exposição canina é instituída para qualificar, classificar e selecionar exemplares que tenham potencial para aprimorar a criação de cães.

É claro que os proprietários dos cães vencedores festejam efusivamente as vitórias, mas somente um vence. A qualificação será sempre mais importante do que a classificação. A classificação é estabelecida por comparação entre os cães presentes. A qualificação independe do número de exemplares inscritos ou presentes. O árbitro qualifica cada exemplar de acordo com suas virtudes e suas faltas. O critério de avaliação deve obedecer aos objetivos da criação, portanto, o árbitro está em contato constante com os criadores para tomar ciência dos problemas que cada raça apresenta. Quando um árbitro observa a incidência freqüente de determinado defeito, creditado como hereditário, atribui um valor maior aos exemplares isentos dele.

Como funciona uma Exposição de Estrutura e Beleza

Existem três tipos de exposição de Estrutura e Beleza:

Exposição Geral de Todas as Raças: é um evento de âmbito geral do qual participam todas as raças que, depois, são comparadas entre si para avaliar o nível geral da criação de cães.
Dividem-se em:

Exposição Nacional julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Nacional.
Exposição Pan-americana julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Pan Americano.
Exposição Internacional julgada por um Árbitro de grupo ou de
todas as raças onde os cães participam de Campeonato Internacional.
Exposição Especializada de uma Raça é uma mostra na qual só participam exemplares da mesma raça e têm o objetivo de esmiuçar as qualidades e faltas particulares da raça analisada. Julgada por um Árbitro especializado, normalmente, criador da raça.
Match de raça é um evento de âmbito regional, julgada por um criador da raça que promove o evento com o objetivo de formar futuros Árbitros de Exposições.

O Ritual da Exposição

Inscrição:

Raça:

Nome do cão:

Número do Registro:

Data de nascimento:

Sexo:

Classe:

Classe Filhote: cães de seis meses e um dia a nove meses de idade. Competem ao CCF;
51.2. Classe Jovem: cães de nove meses e um dia a quinze meses. Competem ao CCJ;
51.3. Classe Aberta: destinada a cães que na data da exposição tenham mais de quinze meses de idade, exceto para Campeões Brasileiros de Beleza e Grande Campeão, e concorrem ao CAC, CACPAB, CACPAB reserva, CACIB e CACIB reserva;
51.3.1. Nesta classe podem ser inscritos Campeões de Beleza de outros países e Campeões Internacionais que queiram disputar o CAC;
51.4. Classe Trabalho: destinada a cães com mais de quinze meses, portadores de certificado de cão de trabalho e concorrem ao CAC, CACPAB, CACPAB reserva, CACIB e CACIB reserva;
51.5. Classe Campeonato: cães que já têm o título de campeão no Brasil e concorrem ao CGC, CACPAB, CACPAB reserva, CACIB e CACIB reserva;
51.6. Classe Grande Campeonato: cães que já têm o título de grande campeão no Brasil e concorrem ao CACPAB, CACPAB reserva, CACIB e CACIB reserva;
51.7. Veteranos: cães com mais de 8 (oito) anos;

Nome do pai do cão:

Nome da mãe do cão:

Nome do criador:

Nome do proprietário:

Endereço com telefone:

Handler (quem vai apresentar):

Julgamento das raças na primeira etapa da Exposição as raças são separadas por Grupos e cada raça de cada grupo é examinada separadamente, obedecendo ao seguinte ritual:

a) Julgamento das classes as classes são separadas por sexo, idade e título. Primeiro são julgadas as fêmeas e depois os machos. Tanto as fêmeas quanto os machos são divididos em classes.

Vide o Regulamento de Exposição no site da CBKC:

http://www.cbkc.org/regexposicao.htm

Na classe Filhote são avaliados e classificados os cães com idade entre seis meses e um dia a nove meses de idade competindo ao título de campeão filhote (CCF).
Na classe Jovens de nove meses e um dia a quinze meses de idade competindo ao título de campeão jovem (CCJ).
Na classe aberta destinada a cães com mais de 15 meses de idade e um dia que não sejam campeões brasileiro ou grande campeão brasileiro, competindo ao título de campeão brasileiro (CAC) e nas exposições internacionais ao titulo de campeão internacional de beleza (CACIB).
Na classe campeonato concorrem a título de grande campeão brasileiro (CGC).
Na classe grande campeão concorrem cães que já são grande campeão brasileiro.
Na classe veteranos, cães que já tem mais de 8 anos de vida.

b) Julgamento do Melhor da Raça uma vez selecionados os melhores das classes a etapa seguinte é o julgamento do Melhor Macho entre os vencedores e da Melhor Fêmea entre as vencedoras. O julgamento da raça termina com o julgamento do Melhor da Raça entre o macho vencedor e a fêmea vencedora.

Julgamento dos grupos

Os grupos são separados em 11 vide o site da CBKC onde estão as classificações das raças nos seus grupos:

http://www.cbkc.org/padroes/principal.htm

Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços).

Grupo 2 – Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços.

Grupo 3 – Terriers.

Grupo 4 – Dachshunds.

Grupo 5 – Cães Spitz e Tipo Primitivo.

Grupo 6 – Sabujos e Cães de Pista de Sangue.

Grupo 7 – Cães de Aponte.

Grupo 8 – Cães Recolhedores, Levantadores e d’Água.

Grupo 9 – Cães de Companhia ( Shih Tzu).

Grupo 10 – Lebréis ou galgos.

Grupo 11: Raças não reconhecidas pela FCI.

Os vencedores de raça, agora vão disputar os melhores dos grupos, assim, um a um entram novamente em pista os vencedores das raças pertencentes ao primeiro grupo. Entre esses cães, são eleitos os quatro melhores do grupo 1. Em seguida entram os vencedores do grupo 2 e, com o mesmo procedimento, são selecionados os quatro melhores do grupo 2 e assim por diante até o grupo 11.

Julgamento do Final da Exposição
Os vencedores de grupo, disputarão agora o título de Melhor da Exposição, assim, um a um entram novamente em pista os vencedores dos grupos. Desses cães são selecionados os cinco Melhores da Exposição começando pelo Melhor da Exposição (Best-in-Show). Após entrar o reserva do vencedor o Árbitro o examina e, em seguida, seleciona o Segundo Melhor da Exposição. Com o mesmo procedimento é selecionado o terceiro colocado e assim por diante.

Julgamento do Final de exposição Filhote:

Concorrerá o melhor filhote de cada raça, desde que tenha obtido a qualificação excelente e serão escolhidos os 05(cinco) melhores filhote que poderão ser do mesmo grupo.

Julgamento de Final de exposição Jovem:

Concorrerá o melhor jovem de cada raça, desde que tenha obtido a qualificação excelente e serão escolhidos os 05(cinco) melhores jovens que poderão ser do mesmo grupo.

O Que se Julga em um Cão
As características específicas de cada raça são descritas por um texto que recebe a denominação de Padrão da Raça. O padrões das raças estão no site http://www.cbkc.org/padroes/principal.htm

Numa Exposição, o Árbitro julga os exemplares segundo um roteiro de quesitos, de acordo com esses padrões de raça.

Exame Preliminar
Faltas Desqualificantes – neste quesito, o árbitro deverá verificar se o exemplar é, ou não, portador de faltas desqualificantes comuns a todas as raças, tais como: cegueira, surdez, mutilações ou qualquer tipo de invalidez; atipicidade; machos que não apresentem um ou os dois testículos perfeitamente perceptíveis na bolsa escrotal; faltas desqualificantes textualmente descritas pelo padrão específico de cada raça, tais como: faltas dentárias em dobermanns, altura, temperamento etc. e, finalmente, a utilização de artifícios químicos, físicos ou cirúrgicos com a intenção de alterar a aparência natural, em favor das características rácicas exigidas pelo padrão.
Caráter e Temperamento – sendo o temperamento parte da bagagem genética, tem um peso acentuado na avaliação das outras qualidades. Embora não se possa fazer testes de temperamento, durante uma exposição, exceto para o grupo terrier, que tem seu teste específico, um árbitro experimente é competente o suficiente para avaliá-lo.

Aparência Geral – verificação das características de porte, tipo e da harmonia do conjunto: – proporções entre a altura, a largura e o comprimento; entre a cabeça e o tronco; – o comprimento da pelagem, a textura, pigmentação, cor e marcações; – estado do pêlo, presença ou ausência de subpêlo; – substância: relação ossatura e musculatura.


Cabeça – exame das características gerais de masculinidade e feminilidade; – da proporção crânio-focinho; da inserção e do porte das orelhas; – da inserção, forma, cor e expressão dos olhos; – do stop, focinho e trufa; – da boca: os maxilares, lábios, dentadura e mordedura, a coloração da mucosa e gengiva.


Linha Superior – visto de perfil, é feita a análise da linha de contorno que vai desde a nuca, passando pela crista da face dorsal do pescoço, cernelha, ápice dos processos espinhosos, ao longo da cadeia de vértebras dorsais e lombares até a garupa, na inserção da cauda. Neste quesito são examinados, ainda, a forma pela qual o pescoço está engastado no tronco; a posição da cernelha; resistência e elasticidade do dorso e do lombo; a posição, angulação e comprimento da garupa.


Linha Inferior também visto de perfil, é feita análise da linha de contorno que vai da ponta do esterno, passando ao longo do esterno e do ventre, até a linha anterior do contorno da coxa. Aqui, são observados, ainda, – o desenvolvimento do peito, de perfil, e do antepeito, de frente;
– forma e curvatura do arco descrito pelas costelas (visto pela frente ou por trás), conseqüentemente, o volume torácico e o grau de esgalgamento do abdome (com ou sem cinturinha).

Membros Anteriores – que incluem o ombro, o braço (úmero), o antebraço (rádio e ulna ou cúbito), a munheca (carpos e metacarpos) e o pé. O árbitro examina a substância; – angulações escapulo umerais; – paralelismo dos aprumos, inclinação ou verticalidade e direcionamento dos metacarpos, formato e compacidade das patas; – espessura, cor e resistência das almofadas plantares, dureza e aspereza da sola.


Membros Posteriores – que compreendem a garupa (coxal), coxa (fêmur), perna (tíbia e fíbula ou perônio), jarrete (tarsos e metatarsos) e as patas. O exame é semelhante ao dos anteriores: o árbitro confere com as características da raça, – o comprimento, largura e a inclinação da garupa; – as angulações das coxas com a garupa, das coxas com as pernas, o prumo dos jarretes e, conforme o item anterior, as patas.


Cauda – é examinada em item separado, dada a sua importância no conjunto de características de cada raça: – a posição da inserção na garupa; – espessura e comprimento, incluídas as caudectomizadas; – forma; porte e pelagem.


No ida e volta visto pela frente e/ou por trás
– observação do grau de alinhamento, proximidade ou afastamento, entre os membros do lado esquerdo em relação aos do lado direito (rastro simples e ou rastro duplo; – o comportamento dos cotovelos; – a direção, aprumo e firmeza dos metacarpos, durante uma passada e a direção, aprumo e firmeza dos jarretes, no instante da pisada.

O segredo de um bom julgamento é a análise do exemplar durante a movimentação. É, quando o apresentador não tem como tocar seu cão, portanto não pode ajeitá-lo.

Em Círculo

Visto de perfil – o árbitro, no centro da pista, pede que o condutor movimente o exemplar a trote lento, em círculo, para observar: – a postura, o comportamento e o preparo físico do exemplar; – o comportamento (firmeza ou oscilação) da linha superior (pescoço, dorso, lombo e garupa); – a fluência e desenvoltura na movimentação, alcance das passadas dos membros anteriores, rendimento da propulsão dos posteriores e a cobertura de solo.
É o momento em que a rigidez/flacidez de seu dorso se evidencia. O comprimento da passada de cada exemplar pode ser comparada com o comprimento da passada dos outros exemplares etc.

É, também, quando alguns apresentadores confundem a análise comparativa da movimentação com competição de velocidade e tentam correr mais, às vezes um exemplar com boa amplitude de passada fica prejudicado porque, para correr, precisou aumentar a freqüência das passadas e, como conseqüência, reduzir o tamanho do passo.

A Preparação do Cão Para a Exposição
Sabendo o que se pede, é relativamente fácil preparar seu cão para ser exibido numa exposição.
Atenção – nenhum cão poderá apresentar-se em Exposições de Estrutura e Beleza com coleiras de grampo (espinhos). O cão será desclassificado.

O Treinamento:
Exame preliminar – qualquer que seja a raça, o cão deverá estar treinado para se deixar tocar de tal maneira que o Árbitro possa sentir sua estrutura, verificar a dentadura e, no caso dos machos, os testículos.


Exame em stay (parado) o cão deve estar treinado para permanecer imóvel, em posição anatômica, durante, pelo menos, três minutos para permitir a observação do árbitro.
Exame em movimento o cão deve movimentar-se a trote, em linha reta, na direção que o árbitro orientar sem demonstrar ansiedade, agressividade ou nervosismo.


Exame em conjunto com outros cães da mesma forma o cão deverá se apresentar sociável sem aceitar provocações de outros cães e, principalmente, sem provocar.

Cães de pêlo curto (boxer, dobermann, mastif, pinscher etc.) devem apresentar-se asseados, dentes limpos (sem tártaro), pelagem brilhante, unhas aparadas e isentos de cheiros desagradáveis.
Cães de pêlo médio (collie, golden retriever, setter etc.) além dos quesitos dos de pelo curto, devem estar escovados e com o pêlo desengordurado. Se o padrão indicar tosa, devem estar tosados de acordo com o descrito no padrão.
Cães de pêlo longo (old english sheepdog, lhasa apso, poodle, maltês, bichon frisée, shih tzu, etc.) além dos quesitos dos de pelo curto, devem estar escovados, com o pêlo desengordurado e tosados de acordo com o descrito no padrão.

O apresentador

O cão poderá ser apresentado por um handler profissional, amador ou pelo seu proprietário. Em qualquer dos casos o apresentador deverá respeitar o Árbitro, os organizadores do evento e seus colegas de competição com uma atitude esportiva qualquer que seja o resultado.


O Árbitro é a autoridade máxima dentro da pista de julgamento e suas decisões deverão ser respeitadas, pois os resultados são indiscutíveis e irrecorríveis.

Dúvidas e Reclamações deverão ser dirigidas à superintendência da Exposição.

Assim, uma Exposição Canina, ao invés de ser considerada uma frescura, é uma oportunidade para você escolher a raça, a pelagem, o porte, e o temperamento do cão que irá conviver com você na mesma casa pelos próximos 10 a 15 anos.

Venha participar.

Contamos com a sua presença!