O FILHOTE E A MATILHA
A busca de um posicionamento hierárquico do cão numa matilha é instintivo.
Mesmo o filhote busca uma determinada posição em seu novo lar e, para tal usa dos
artifícios que conhece, seus impulsos. Se ele tenta rasgar uma roupa no varal e tá tudo
bem, excelente, ele já sabe que é dono do pátio (mas nem por isso se justifica atitutes
de violência com o cão). Mas se por algum motivo aquele ato teve alguma
consequência desagradável, e esta foi vinculada a aquela, nunca mais brincará com a
ruopa do varal.
Este princípio se aplica com o cãozinho que inocentemente dorme no sofá ou
na cama equando finalmente colocamos ele pra fora, afinal ele já cresceu, temos uma
péssima experiência...
E quando resolvemos nos aproximar do cão enquanto ele come e tomamos uma
mordida... Primeiro, ninguém gosta de ser incomodado enquanto come e depois, se
ele morde é porque na infância alguém tomou a comida dele ou o molestou enquanto
comia.
O cão tem a família como uma matilha, se não aparecer quem o lidere, ele o
fará com a família. Se observarmos com mais um pouco de atenção, as cadelas tem
uma maneira diferente de se impor à família, assim como os cães de pequeno porte, é
preciso alguma curiosidade e observação sobre nosso mascote afim de entender o que
ele tem assimilado como sendo parte ou não de uma matilha, quem manda e quem
obedece, quem dorme na cama e quem dorme no tapete.
STEFANO SQUERLINE – ÁRBITRO CBKC/FCI
