ESSA RAÇA...

 

Raciocinando:
Independente da raça ou grupo, meu cão é um indivíduo, e como tal tem comportamento e personalidade própria, independente de seu temperamento.

Então:

  1. Enquanto indivíduo, numa coletividade,  poderemos  identificar características em comum, mas num conjunto, a expressão única do ser mascote sentencia seu dono ao precioso detalhe da observação. Se somos todos iguais, em algum ponto somos diferentes.
  2. Atribuir e discernir atitudes comportamentais de grupo ou raça é, em síntese, sob esta ótica, terceirizar responsabilidade por atitudes ditas indesejáveis ou indesejáveis, de acordo com o que mais me convém pelo exercício e pelo momento, podendo ser mais fácil explicar que fazer.
  3. Acredito, depois de pouco mais de duzentos e poucos cães em menos de seis anos (um bom exemplo é pesquisar o cão BULL DO VENTO SIMUN no site sbcpa.com.br... veja a sua data nascimento e a sua seleção, sendo sua aquisição no final de novembro de 2003), onde, além do grupo e da raça, foi observado o critério indivíduo, preservando suas virtudes e, com técnica, inativando atitudes indesejáveis naquele momento.
  4. Vejam bem, inativar não é inabilitar.

Assim sendo:

  1. Mesmo terceirizando, podendo assim definir, num modo de operação todos os indivíduos, como um coletivo, trabalham de maneira igual, podendo sustentar resultados diferentes na forma, mas não na ESSÊNCIA.
  2. Levando -se em conta o intervalo de tempo, assim como as circunstâncias, além da técnica utilizada e a eficiência da mão de obra, a frase "essa raça..." pode sugerir ausência de aprimoramento técnico teórico e prático, adquirido com horas de estudo e avaliação, além de autocrítica eficiente, algo primordial num cinófilo competente.

Finalizando:
- De que se trata o grupo do meu cão?
- Pra que serva esta raça?
- Como pensa o meu cão?
- Comigo?

 

STÉFANO SQUERLINE – ÁRBITRO CBKC/FCI