ESCOLHA DE UM FILHOTE
Para escolher um filhote eu tenho que estar atento a um detalhe,
dentre outros, ele vai crescer. Mas isso não importa, eu quero um filhote
e vou escolher aquele exemplar da melhor raça que existe, a que eu
gosto!
Antes de adquirir meu mascote, já tenho que reservar um lugar
pra ele, um pátio, um boxe, nunca uma corrente. Terei de disponibilizar
eterna atenção, dedicação e carinho, pois ele dependerá de mim pra
tudo, até pra comer.
Atenção e dedicação implicam em buscar conhecimento técnico
sobre como lidar com ele, estudar e trocar experiências com outros
felizes cinófilos.
Vou me programar, pra oferecer boa alimentação, uma boa
moradia, uma convivência saudável para que possamos juntos desfrutar
por muito tempo, sem que nunca precise gritar com ele por que ele fez
isso ou aquilo errado.
Já escolhi a raça, de acordo com minha simpatia, e ainda de
acordo com o espaço físico que tenho e com o tempo que terei
disponível pra ele, inclusive de sua higienização.
Pra que vou querer um cão? Pra companhia? Pra Guarda? Pra
Agility? Enfim, antes de comprar eu tenho que tirar essa dúvida e, em
cima de meus objetivos buscar numa ninhada saudável o perfil que me
interessa. Uma vez feita a escolha, trabalhar em cima do que se
planejou.
Se quero um cão de companhia, ele terá que comportar como um
indivíduo de relações públicas, um cara legal.
Se quero um cão de guarda, ele será o guardião de minha casa,
de minha família, de meu patrimônio, um cara de confiança.
Se quero um cão de agility, ele será peralta, alegre, brincalhão,
estará sempre disposto a correr, saltar e brincar, um cara descontraído.
Claro que a escolha e a educação não se resume apenas nestes
itens, mas tenho que começar de algum ponto. Não posso exigir que um
cão naturalmente alegre e brincalhão reprima seus instintos e sua
maneira de ser afim de me satisfazer, estou trabalhando com as
emoções dele, posso estar causando algum desequilíbrio em algo que a
natureza fez, posso de repente estar criando uma situação propícia a um
acidente, casos do tipo são veiculados comumente pela mídia.
Para adestrar meu cão, começo bem cedo, assim que desmamou,
com brincadeiras como a ensinar-lhe a comportar-se, e durante sua
infância e adolescência vou construindo o alicerce para que, quando
adulto, possa iniciar o adestramento sério, sem maiores dificuldades.
Mas note-se que, adestrar, ensinar não é mudar o comportamento do
cão. Nunca poderei exigir de um filhote o que exigiria de um adulto, é só
lembrar que a gente começou na creche e só foi pra faculdade depois de
muito tempo...
Stéfano Squerline Neves – Árbitro de Agility
