CÃO DE GUARDA, DE ONDE?


Pois é, coisa complicada.
Se tenho um cão de GUARDA, pressuponho que ele guardará minha casa.
Mas ele poderá entrar em minha casa? No meu carro? No meu quarto? Se não puder, ele deverá saber disso? E se o meliante que adentrar no meu pátio se esconder num destes recintos? Sendo o meu cão acostumado e treinado a não entrar neles, entrará? Se não entrar estará errado? Mas se eu o acostumei a não entrar, quem estará errado?

São muitas dúvidas. Mas mesmo com meu cão de guarda tendo todo acesso a todas as dependências do meu lar, não posso me furtar a duas responsabilidades:
1. treinar como seria sua atuação nestes locais
2. arcar com as despesas conseqüentes

Recentemente, o meu cão (na verdade de um cliente) rasgou o banco de minha moto. Motivos? Passaríamos a semana inteira discutindo. Não fiz nada, apenas o comportamento neutro, apesar do aparente prejuízo.
Na semana seguinte evitou que eu fosse seqüestrado.
É importante notar que se formos interferir com muita ênfase na situação comportamental, poderemos arcar com prováveis mudanças de atitudes e se não interferimos vamos arcar com despesas financeiras. E aí vem a pergunta: O que vale mais? Depende de cada caso. O ideal seria equalizar a situação, de acordo com o nível de interesse e com os objetivos, além da matéria prima... O cão.

STÉFANO SQUERLINE – ÁRBITRO CBKC/FCI